Na estrada

Cais das Colunas
Portugal, a terrinha encantadora dos meus bisavós!
A inspiração para conhecer Portugal e percorrer seus caminhos e paisagens surgiu, a princípio, da minha prática budista. Meu principal objetivo era conhecer o Mosteiro Budista Sumedharama, localizado nas proximidades de Ericeira. Foi esse o motivo que me levou a fazer a viagem — e que acabou me proporcionando muito mais do que eu imaginava.
Confesso que, durante muito tempo, tive certo receio de conhecer Portugal. Talvez influenciado por alguns preconceitos e sentimentos ainda enraizados em nossa história, relacionados aos nossos antigos “colonizadores/invasores”, fui adiando essa viagem.
Mas a vida, muitas vezes, nos surpreende.
A terrinha se revelou muito diferente da imagem que eu havia construído. Aos poucos, fui me encantando com suas paisagens, seus lugares, sua cultura e, principalmente, com a sensação tão especial de caminhar por terras que fazem parte da história da minha própria família.
Conhecer lugares de onde vieram nossos ancestrais é também uma forma de olhar para dentro e compreender melhor quem somos, de onde viemos e os caminhos que nos trouxeram até aqui.
Portugal não apenas me recebeu: me encantou, me acolheu e conquistou um pedacinho do meu coração. Foi uma viagem de descobertas — não apenas de novos lugares, mas também de mim mesmo e das minhas próprias raízes.

Nos caminhos da terrinha!
Como chegar
Minha porta de entrada e saída de Portugal foi Lisboa, pelo Aeroporto Humberto Delgado, depois de chegar de Londres.
Cheguei já bem tarde da noite, mas, para minha surpresa, o deslocamento até o hotel foi muito tranquilo. Peguei um táxi no aeroporto e, em cerca de 20 minutos, já estava na região central de Lisboa, onde ficava minha hospedagem.
Foi uma chegada tranquila e sem complicações, o que foi ótimo para começar a viagem com leveza e descansar para os dias de descobertas que viriam pela frente.
Caminhos, descobertas e memórias
Meu roteiro por Portugal foi:
Lisboa → Ericeira → Lisboa → Coimbra → Braga → Santiago de Compostela (Espanha) → Porto → Vila Real → Lisboa → Évora → Lisboa
Para os deslocamentos entre as cidades, uma das melhores opções é utilizar os trens (comboios) e os ônibus. Além de práticos, permitem apreciar as paisagens durante o percurso e, em muitos casos, oferecem uma experiência muito agradável de viajar pelo país.
Uma boa dica é consultar os horários e comprar os bilhetes dos comboios com antecedência, principalmente nos períodos de maior movimento.
Para planejar os deslocamentos e consultar horários, utilizei o site oficial da Comboios de Portugal (CP):

Ponte 25 de Abril

Praça do Comércio
Lisboa foi uma daquelas cidades que me conquistaram aos poucos. É bonita, acolhedora e cheia de lugares interessantes para conhecer. A cada caminhada, uma praça, uma rua, um miradouro ou um prédio histórico aparece pelo caminho e nos convida a parar e olhar com mais atenção.
Para circular pela cidade, achei muito fácil utilizar o metrô e os ônibus urbanos. Além de práticos, são opções mais econômicas para quem está viajando.
Na minha opinião, vale muito a pena ficar hospedado na região central, de preferência próximo à Praça do Comércio e à Rua Augusta. A partir dali, muita coisa pode ser feita a pé, o que torna o passeio ainda mais gostoso. Caminhar sem pressa pelas ruas de Lisboa, observar o movimento, entrar em uma loja, parar para um café ou simplesmente apreciar a arquitetura faz parte da experiência.
Alguns lugares merecem estar no roteiro de quem visita a cidade:
Praça do Comércio
Rua Augusta e arredores
Cais das Colunas
Castelo de São Jorge
Mosteiro dos Jerónimos
Torre de Belém
Monumento aos Descobrimentos
Teleférico do Parque das Nações
Oceanário de Lisboa
Lisboa é uma cidade para ser descoberta com calma. Mais do que simplesmente “riscar” pontos turísticos da lista, vale caminhar, observar e se permitir algumas descobertas pelo caminho. Foi assim que aproveitei a cidade — e acredito que é justamente aí que está boa parte do seu encanto.
Lisboa é conhecida como a cidade das sete colinas. Isso explica muito das subidas e descidas que encontramos durante os passeios. E, como recompensa pelo esforço, surgem os famosos miradouros, com vistas lindas para a cidade e para o Rio Tejo.
Outra presença marcante na cidade são os elétricos amarelos, especialmente o famoso Elétrico 28, que passa por bairros históricos como Alfama, Castelo e Graça. Para quem visita Lisboa pela primeira vez, andar em um deles é quase uma experiência obrigatória — embora seja bom lembrar que também é um meio de transporte utilizado pelos moradores.















